Luiz Ceara

Arquivo : maio 2013

Cara de campeão com sorte de campeão.
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Luiz Ceará

Pintou o campeão.

Com sorte de campeão. Que não é uma sorte qualquer.

É aquela que a bola bate no pé do goleiro duas vezes e não entra e bate no pé do zagueiro e entra.

Inacreditável Galo.

Que precisa jogar mais nos próximos jogos, mas que tem sorte de campeão.

Por isso vai ser campeão.


A caxirola é nossa
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Luiz Ceará

Li sobre essa coisa da caxirola, o instrumento criado pelo musico Carlinhos Brown. Da proibição dela nos estádios da Copa. O motivo principal não é o barulho, ou, o som que ela produz, mas sim a possibilidade do torcedor se vingar da derrota de sua seleção e arremessá-la ao gramado como aconteceu no jogo entre o Bahia e Vitória, clássico baiano.

Encheram as laterais do gramado com as caxirolas. Feio.

Pode acontecer na Copa? Pode e vai. Ou o amigo não acredita que vai?

Na África do Sul o som da vuvuzela enchia o estádio com um super zunido. Uma loucura que chegou a atrapalhar e preocupar. Atrapalhou a comunicação entre treinadores e jogadores. Correto? Não.

Porque os jogadores via de regra não ouvem mesmo e não prestam atenção no que os treinadores falam. Olham, fazem que entendem, mas não cumprem. Quem manda no jogo é o boleiro.

E o torcedor nos estádios tava lá pra fazer festa, torcer, zuar e nem ligava para o barulho.

Então, um instrumento muito menos, digamos, barulhento que a vuvuzela está sendo banido da Copa pelo barulho que produz ou pela possibilidade de ser arremessado no gramado?

Com certeza absoluta pela possibilidade do arremesso da caxirola aos gramados sagrados de nossos elefantes brancos.

Hilário Medeiros, chefe da segurança do COL, Comitê Olímpico Local tentou proibir o uso da caxirola.

A versão de Hilário não durou 24 horas. A caxirola é um dos 1.500 produtos oficiais das Copas do Mundo e das Confederações. Ela é produzida sob licença da Fifa pela multinacional The Market Store. A empresa produz o chocalho em parceria com a Globo Marcas, companhia das Organizações Globo que detém o direito de distribuição de todos os 1.500 produtos oficiais da Copa. A caxirola deverá chegar na semana que vem às lojas, com o preço de R$ 29,90. Cerca de 10% do valor de venda de cada unidade é revertido para a Fifa e sua parceira comercial, a Globo Marcas.

Entendeu Hilário?

Duas coisas. Hilário ta sem moral e a caxirola é nossa.

É nóis na caxirola.

Tags : caxirola


Quem se atreve a substituir Neymar nos nossos Domingos?
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Luiz Ceará

Claro que eu devo falar algo sobre Neymar.

O que mais que já foi dito? Visto na TV?

Não resta nada a não ser a despedida do craque na Vila “Sagrada” Belmiro. Quando? Como?

Não há datas. E a CBF não liberou o jogador para a despedida antes do jogo contra a Inglaterra.

Fica assim, ser dizer adeus na grama que o consagrou, onde ele apareceu para o mundo. E ficou a vaia sem sentido do torcedor do Flamengo no Mané Garrincha.

O palco era ideal para Neymar dizer adeus. Um estádio com o nome de um jogador que jogou mais que ele com a mesma idade. Gênio dentro de campo, Garrincha era o espírito perfeito para a despedida de Neymar. A torcida do Flamengo vaiou o craque o quanto pode.Não entenderam os que foram ao Mané Garrincha.

Como o Santos não previu e não fez o correto ao vender seu jogo contra o Flamengo achando que um milhão era um bom negócio. De 200 mil à FPF e ficou com 800. Uma roubada.

E Neymar que já não tinha mais bola para o Peixe e nem cabeça para estar naquele jogo, fez o que fez. Nada comparado ao que é capaz.

O caso a pensar é o seguinte: Não teremos mais Neymar nos finais de semana.

Quem se atreve a substituí-lo?

Tags : Neymar


No duelo dos gigantes alemães deu Bayern, o Campeão da Liga dos Campeões.
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Luiz Ceará

Robben saiu de campo ao final do primeiro tempo com cara de cachorro que caiu de mudança. E caiu mesmo. Perdeu três gols que poderia ter feito. Um deles, demonstrando total falta de categoria, em vez de tirar a bola do goleiro do Borussia, chutou na cara dele. Grosso.

Mas o jogo foi igual. Pressão do Borussia até aproximadamente 20 do primeiro tempo e depois o Bayern equilibrou e teve cinco chances de gol. Um jogaço se não fosse a cara de pau do Robben, perdendo gols e fazendo cara de que foi o acaso. Quem não, toma diz o ditado da bola.

Outra coisa. Quando, no início do jogo a batata estava assando para o Bayern, Nuer fechou o gol, literalmente.
No segundo tempo da final o jogo foi outro por que o Bayern sabia que já havia equilibrado o jogo e que tinha muita força na frente com o centroavante Mandzukic, Ribéry e Robben. E foram os três que articularam o gol do Bayern, Ribéry meteu uma bola linda para Robben que passou pelo goleiro e cruzou na medida para Mandzukic somente tocar pára o gol fazendo 1 a 0 Bayern.

O Borussia não entregou o ouro. Quem entregou foi Dante. Numa entrada em que não teve a intenção, mas que foi falta clara, mas dentro da área, o juizão italiano mandou a bola para a cal. Gündogan não teve dúvida e empatou o jogo.

Mas o jogo era do Robben, o que perdeu gols até fazer o seu. De tanto perder, fez o gol do título. Ribéry meteu de calcanhar pra ele entrar com velocidade pelo meio da área e tocar de leve na saída do goleiro. Um resultado que premiou o melhor. O Bayern campeão da Copa dos Campeões.

Se um brasileiro for campeão da Libertadores, vai pegar pela frente esse gigante.


O nome é Jimi, o do Neymar ta certo. O resto é devaneio.
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Luiz Ceará

Ontem cometi um erro emocional. Via o documentário sobre Hendrix, fiquei muito tocado e me lembrei o quanto somos injustos com nosso heróis e ídolos.

Cobramos muito, queremos deles no mínimo, o sangue. Ocorre que todos são mortais enquanto corpo físico. Os que já se foram como Puskas, Michelangelo, Ayrton Senna, pra falar pouco, estão no quadro de cima, criando e fazendo trabalhos no mundo do nosso Pai. Outros como Neymar, ainda vivem entre nós.

E voltando ao meu erro – como sempre erro muito escrevendo – o nome correto do guitarrista é James Marshall “Jimi” Hendrix , que nasceu Johnny Allen Hendrix em Seattle no dia 27 de novembro de 42 e subiu em Londres, no dia 18 de Setembro de 70. Viveu 28 anos aqui embaixo e está vivo no plano de cima, certamente rindo deste fã que não escreveu seu nome certo e causou tanta crítica por isso.

Por conta de minha primeira profissão, a de músico, com carteira e tudo, ouço tudo o que cai no meu ouvido. Ouço Hendrix, Michel Teló, Roberto Carlos e Steely Dan. Não gosto de tudo que ouço, como detesto ver um perna de pau massacrando a bola.

E é aí que entra a história de ontem.

Na minha cabeça cabem Hendrix e Neymar. Não é uma verdade pura, mas é sonho e devaneio de um cara que gosta de bola e de musica, como de cozinhar para os amigos. Gosto de um gole no Wilson ou no Quim. Eu amo ouvir Silvio Luiz numa transmissão esportiva. Trabalho com ele mais como fã. Fico encantado com seu vocabulário. O cara é gênio. Como Juarez Soares, um poeta nas horas vagas. Um cara culto e simples. Sabe mais de bola e de futebol que todos os comentaristas ex-jogadores juntos. Por que não diz que sabe. A coisa funciona por aí. É pessoal o que mandei pra vocês.

Com esse papo todo,vocês me conhecem melhor hoje e eu continuo sem saber nada de vocês. Tá valendo, é o jogo.

Me desculpem o erro. O nome certo é Johnny Allen Hendrix, no vulgo “Jimi Hendrix”.

Então ta.

Tags : Neymar


Neymar é Jimi Hendrix, um negro inexplicável e encantador.
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Luiz Ceará

Mais ou menos cinco da tarde e eu estava na TV vendo e revendo a vida de Jimi Hendrix na TV. Um documentário. mostrando quem ele era,como  era, o que pensava.

Hendrix tocava uma guitarra agressiva e doce. Pode isso? Pode sim por que na musica tudo pode. Ele bailava seus longos dedos negros numa guitarra Fender de modo que as cordas sempre estavam agradecendo. Meu amor, me rasga elas diziam. E ele rasgava, acariciava, mandava ver com os dedos com a língua e com os dentes. Ela agradecia. Hendrix chamava a guitarra de meu amor. Um gênio da raça. Um luz a milhares de quilômetro por segundo. Quando ele tocava Like a Rolling Stone de Bob Dylan eu me lembro de sentir o meu tempo parar. Literalmente.

É assim que eu vejo o futebol de Neymar. Como a musica de Dylan, como a guitarra de Hendrix. Algo inexplicável. Quando aquele moleque dispara é um Deus nos acuda como diria meu pai Luiz Ceará Jr. Se meu pai estivesse vivo, ele diria sem pestanejar que ” esse moleque me faz bem”. Esse era o parâmetro de futebol arte do velho Juninho, um são paulino de quatro costados. Torcia para a arte do drible, da manha no conduzir a bola. O passe perfeito encantava meu pai. Falta bem batida, volantes habilidosos, meias de pé calibrado, atacantes como Reinaldo do Atlético-MG.

Se meu pai visse Neymar jogar, hoje estaria realizado com eu estou. Ver Neymar desfilando é diferente, por que tem a pegada de Hendrix, sua velocidade na hora de conduzir a bola e a inventividade. Vê o que vai acontecer momentos antes de acontecer. Tem charme com ela nos pés. Encanta. E na hora do gol mata, rasga e incendeia os corações do torcedor com uma luz que não tem mais onde brilhar. Hendrix ticada e você sentia o mesmo. Essa dor que é boa mas que é dor. Essa falta de ar com para respirar.

Neymar é Jimi Hedrix, um negro inexplicável, um gênio encantador e dilacerante.

Tags : Neymar


As várias faces da decisão.
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Luiz Ceará

Danilo mais uma vez foi decisivo. Não joga uma enormidade, mas faz uma baita falta quando não pode jogar. Por que? Estável, matreiro. malandro, experiente. E… faz gol na hora que o time precisa.

Pato veio pra jogar. Não jogou por que Tite sempre prefere outros jogadores. Jurou amor ao time, se deu bem na cidade de São Paulo e depois de 4 meses já foi campeão.

Na entrevista ao meu amigo Mauro Naves, do maior gabarito como repórter, Pato disse que está sossegado com a seleção. Mas vai pra Copa do Mundo se depender da minha torcida. Ele só joga isso que estamos vendo, não mais, mas para quem convoca Hulk, Pato é um alívio.

O Corinthians foi Campeão mais uma vez por que é o melhor time do Campeonato disparado. O São Paulo é uma piada, o Palmeiras está num momento de reflexão e o Santos não é mais aquele.

O Santos? Será uma grande interrogação a partir do momento em que Neymar se despedir, o que está pra acontecer a qualquer momento. Vai ter que ser repensado, repaginado. O espírito de Neymar, sua alegria contagiante e sua baita bola não tem reposição.

E Neymar? Não foi o que o torcedor e nem a crítica esperavam. Não decidiu. Só isso.

Paulinho? Jogou muito como sempre e vai ser vendido por que merece. Já era pra ter ido embora. Quis ser Campeão do Mundo. Foi, e agora é hora de ir embora.

Se eu gostei da decisão?

Achei justa, só isso.


Neymar e Paulinho, os donos da final.
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Luiz Ceará

Quando o jogo entre Corinthians e Santos acabar o torcedor santista poderá ter visto Neymar com a camisa branca do time da Vila Sagrada pela ultima vez. O negócio com o Barcelona está fechado a algum tempo. É o que diz a imprensa de Barcelona e jogadores que serão em breve companheiros de clube do moleque da Vila. E eles dizem mais.

Tem uma multa contratual de 70 milhões de Euros caso algum clube resolva furar o negócio. Em Santos os caras que estão perto do jogador, menos o pai dele, falam em cinco clubes interessados, por isso o Barça resolveu falar sobre a multa. Pra espantar moscas de padaria.

Em São Paulo um parceiro bem informado me disse que Paulinho também vai embora depois da Copa das Confederações. Fala-se muitoi neste momento do futebol brasileiro. Tem muita mentira e alguma verdade.

O que mais interessa é que esses dois jogadores citados são jóias raras. Neymar é o maior jogador do país e Paulinho está entre os maiores, o melhor sem nenhuma dúvida na posição. Jogador moderno, marca, aparece pra fazer o gol e mais que isso tudo, é um grande caráter, como diria Fausto Silva.

Os dois são protagonistas da final. Acredito que nos pés dos dois estará o lance da decisão. Pra coroar suas carreiras. Boa sorte aos dois.

Um bom dia feliz a todos.


O efeito Roman Riquelme.
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Luiz Ceará

Foi um trabalho vergonhoso do juizão Carlos Amarilla. Normalmente competente, ele estava sempre longe dos momentos decisivos. Muita confiança. Não sei dizer. O jogador do Boca meteu a mão na bola. Lance claro. Pênalti. Ele não somente não deu, como amarelou Emerson Sheik. Errou. O bandeira foi outro que estava dormindo.Romarinho fez um gol legal que ele anulou alegando impedimento.Tem um ditado na bola que diz que na dúvida, perigo de gol. O cara levanta a bandeira e que se dane o time e o torcedor, seja ele do Boca, do Timão ou do Chelsea.

Com esses dois lances era um 2 a 0 Timão e a história seria outra. ( não eu não garanto que o penal seria convertido).

Trio de arbitragem é tudo farinha do mesmo saco.

Eu digo isso por que quero falar pouco. Tite não pode mais armar seu time sem Pato e Edenilson (pela direita).

E tem o Roman Riquelme. Acertou um pombo. É a cara dele, de quem decide.

O Corinthians jogou com tanta garra que o torcedor foi com o time o jogo inteiro e o levou ao vestiário. O recado é claro. Tudo bem hoje, mas Domingo tem o Peixe.


A boa ressaca, a hora da virada palmeirense.
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Luiz Ceará

Não, hoje eu não falei ainda com o Gilson Kleina. Claro que ele deve estar descansando e pensando no que fazer depois de ontem.

Há muito trabalho a fazer, mais do que já foi feito.

O Palmeiras foi guerreiro até morrer de guerrear. Errou, foi abatido por seus erros.

Mas a hora é de trabalhar para a próxima etapa, o próximo campeonato. É preciso esquecer a dor, por que não há tempo para chorar.

O que se passa com o Palmeiras hoje é resultado de uma bomba plantada há anos.

Bruno disse que seu erro foi grosseiro. Concordo, mas também erro e quase mais de uma vez por dia. E volto atrás, e corrijo meu erro e acerto depois. Assim é a vida, portanto Bruno acerte na próxima vez. Só isso.

O torcedor não deve chorar, deve sorrir por que seu time encontrou de novo o espírito que estava fora daquele corpo. O de um time que já foi campeão muitas vezes.

Não há do que reclamar, nada a dizer.

A hora é de dar a virada.

Tags : Palmeiras