Luiz Ceara

Arquivo : dezembro 2012

Salve Jorge e viva Jorge. Vai Curíntia
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Luiz Ceará

Muita gente não leu porque não entendeu o título. Pensaram que era um texto sobre religião. É sobre o Corinhians e sua saga no Japão em busca do ouro na bola. Ouro que conseguiu com varios auxílios luxuosos. Da Fiel aqui e lá, dos jogadores, comissão tecnica, dos que trataram com eficiência e carinho o jogador Guerrero e de Jorge da Capadócia, seu padroeiro e protetor.

 

O repórter da Globo fez uma passagem – 0 que é quando o repórter aparece na reportagem – dizendo que o estádio estaria vestido de azul, porque o Campeonato Inglês é transmitido no Japão e o Chelsea tem uma enorme torcida lá.

Juro que pensei: os japoneses secaram o Chelsea. Porque isso não existe quando o Corinthians está no jogo. De maior torcida, de maior barulho, de quem empurra mais o time e coisa e tal.

Eu já vi centenas de vezes nestes 34 anos de TV o Timão estar na pior e a Nação virar o jogo. Eu sabia que isso iria acontecer se o time precisasse, mas não houve necessidade.

O Corinthians mandou o jogo inteiro e venceu e levou o título. Com a Nação ao seu lado. Inseparável décimo segundo jogador. Pele sobre pele num só corpo.

Quando o Chelsea entrou em campo eu estava no meio de uma enorme festa de torcedores corintianos aguardando o início do jogo. Olhei a escalação e pensei. Dançaram com esse técnico cagão! Oscar fora do time era sinal de caganeira. Medo de atacar, vontade de segurar o que não se pega. De estancar o sangue que jorra de uma veia rasgada pela raça. De amordaçar o guerreiro. De não deixar a espada ser desembalada. Vontade do técnico do Chelsea não deixar Jorge atacar o dragão.

Não deu. São Jorge entrou na frente do esquadrão corintiano e trouxe uma Fiel Nação com ele pra dentro de campo.

A voz do povo bradou no Yokohama. Um grito de guerra de gelar o sangue. O time do Corinthians ficou do tamanho de metade do Brasil.

Vi durante a festa em que eu estava trabalhando, os torcedores cantarem quando precisou, gritarem pro time acordar, sofrendo e segurando as bolas com as mãos de Cássio e cabecear com a cabeça de Guerrero.

Um Corinthians foi um só e é dois. Dois títulos mundiais, o que não é pra qualquer bico.

Salve Jorge.


E salve Jorge e viva Jorge
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Luiz Ceará

O repórter da Globo fez uma passagem –  que é quando o repórter aparece na reportagem – dizendo que o estádio estaria vestido de azul, porque o Campeonato Inglês é transmitido no Japão e o Chelsea tem uma enorme torcida lá.

Juro que pensei: os japoneses secaram o Chelsea. Porque isso não existe quando o Corinthians está no jogo. De maior torcida, de maior barulho, de quem empurra mais o time e coisa e tal.

Eu já vi centenas de vezes nestes 34 anos de TV o Timão estar na pior e a Nação virar o jogo. Eu sabia que isso iria acontecer se o time precisasse, mas não houve necessidade.

O Corinthians mandou o jogo inteiro e venceu e levou o título. Com a Nação ao seu lado. Inseparável décimo segundo jogador. Pele sobre pele num só corpo.

Quando o Chelsea entrou em campo eu estava no meio de uma enorme festa de torcedores corintianos aguardando o início do jogo. Olhei a escalação e pensei. Dançaram com esse técnico cagão! Oscar fora do time era sinal de caganeira. Medo de atacar, vontade de segurar o que não se pega. De estancar o sangue que jorra de uma veia rasgada pela raça. De amordaçar o guerreiro. De não deixar a espada ser desembalada. Vontade do técnico do Chelsea não deixar Jorge atacar o dragão.

Não deu. São Jorge entrou na frente do esquadrão corintiano e trouxe uma Fiel Nação com ele pra dentro de campo.

A voz do povo bradou no Yokohama. Um grito de guerra de gelar o sangue. O time do Corinthians ficou do tamanho de metade do Brasil.

Vi durante a festa em que eu estava trabalhando, os torcedores cantarem quando precisou, gritarem pro time acordar, sofrendo e segurando as bolas com as mãos de Cássio e cabecear com a cabeça de Guerrero.

Um Corinthians foi um só e é dois. Dois títulos mundiais, o que não é pra qualquer bico.

Salve Jorge.


Desviar dinheiro da educação para obras da Copa 2014 é palhaçada. Gol contra do prefeito de BH
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Luiz Ceará

O prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB), por meio de sua assessoria, confirmou nesta sexta-feira (14) ter recorrido ao STF (Supremo Tribunal Federal) para suspender dispositivo da Lei Orgânica do Município que determina a aplicação de 30% do orçamento municipal em educação. Ainda de acordo com a ação, com a manutenção do percentual de 30% investidos em educação, a cidade ficaria prejudicada. “Obstaculizando execução de projetos relacionados à mobilidade urbana (…) na imperativa agenda nacional para a Copa do Mundo de 2014”

Se eu não sou burro, e eu não sou, o prefeito de BH Marcio Lacerda quer tirar dinheiro que seria aplicado na educação para usar em obras da Copa do Mundo de Futebol.

Então eu não sou burro, to é maluco.

Alunos e pais saíram às ruas para protestar e nós fazemos deste Blog instrumento para divulgar essa barbárie.

Só falta agora tirarem dinheiro da saúde.

Um bom sábado a todos que amanhã tem Coríntia.

Tags : Copa 2014


Não tenho nada contra argentinos, mas não gosto de malandro.
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Luiz Ceará

Vi todas as imagens possíveis da confusão entre seguranças do São Paulo, jogadores do ex-Tigre, atual Gatinho, e a participação da PM. Ouvi amigos jornalistas que lá estiveram.

Por isso estou escrevendo agora e não vou falar mais do assunto.

O Tigre pipocou, e o episódio mostrou a verdadeira cara dos jogadores argentinos. Sempre falastrões, donos da verdade e arrogantes por excelência. Acreditam que são europeus porque falam espanhol, mas são sul-americanos como nós brasileiros. Eles acreditam na mentira.

Historicamente sempre tivemos que aguentar a valentia deles, mas depois da fuga de ontem e do pau que tomaram da segurança do São Paulo, sabemos que o que eles querem é tumultuar somente.

Tem a história da arma no peito do goleiro. É mais uma mentira. Hoje eles voltaram atrás na versão. Mais uma armação de quem historicamente faz uso das sombras e do engôdo.

Pobres argentinos, de uma seleção que vai ser comandada na Copa por Messi e que vai dar trabalho dentro de campo.

Na bola, porque no pau eles não são mais aqueles.

Se encarassem o São Paulo iriam tomar um chocolate e uma sacola. Foi melhor mostrar a verdadeira cara covarde.

PS – Não tenho nada contra argentinos muito pelo contrário, mas não gosto de malandro.


São Paulo Campeão da Sul-Americana. Rogério Ceni é genial e o Tigre é um time de pipoqueiros.
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Luiz Ceará

O São Paulo tem um time de futebol, um estádio fantástico e três títulos da Libertadores de América e três Mundiais.

O adversário da noite da Sul-Americana é um time de várzea, de jogadores desclassificados moralmente, sem estádio (tiveram que emprestar a Bombonera pra jogar na Argentina) pra jogar em alto nível e tomaram um chocolate no primeiro tempo.

Lucas fez um golaço no 1 a 0, digno da arte que o levou para a Europa. E deu a assistência para Oswaldo fazer outro golaço, por cobertura na saída do goleirinho argentino.

Há muito tempo eu não vejo – e isso deveria ser proibido pela Conmebol – um time tão porradeiro numa competição de futebol internacional. E um juiz banana como esse chileno covarde. Porque se não fosse assim ele teria mandado embora pro chuveiro pelo menos dois hermanitos truculentos.

E vamos pro segundo tempo que o tricolor está enfrentando o vento. Os caras não jogam nada e vão tomar olé.

E não é que não teve olé? Sabe por quê? Porque os hermanitos fugiram da raia como timinho. O árbitro esperou o suficiente e declarou o jogo encerrado.

Só mais uma coisa: O Tigre argentino é um time de pipoqueiros.

O São Paulo foi o melhor time da Copa Sul-Americana e é seu legítimo Campeão.

E Rogério Ceni inovou na comemoração. Chamou Lucas para o ponto mais alto da tribuna, entregou a faixa de capitão do time ao menino de 20 anos e generosamente deixou que ele erguesse a taça.

Genial.


O Chelsea é uma legião estrangeira com bandeira inglesa. O Monterrey é matreiro e joga bola.
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Luiz Ceará

Saí seis da matina de casa para fazer a cobertura de uma festa de torcedores do Timão na hora do jogo. Trabalho duro porque não dá pra não torcer pelo time brasileiro da competição, como torci pelo Inter e para o Grêmio. No caso do Flamengo já era coisa de coração. Por isso entendi a agonia e o desespero dos corintianos enquanto o gol não saia. E compreendi a raiva quando o passe estava errado ou quando alguém perdia a bola. Cheguei em casa agora e aqui vai minha visão do jogo.

O Corinthians se preparou para o Al Ahly como está também preparado para Monterrey ou Chelsea. Ocorre que uma competição deste tipo é de paralisar coração preparado pra não morrer de susto.

O Corinthians e eu estávamos achando que o Al Ahly estaria morto a partir de 15 ou 20 minutos do segundo tempo.Que não ia aguentar o trem de jogo do Timão.Erramos todos. Os caras correram atrás da bola e do empate até o ultimo segundo.

Foi bom, o Timão entendeu o recado. Há que se jogar com inteligência, com segurança e com agressividade no ataque. Só assim um time como o Chelsea que é uma legião estrangeira de bandeira inglesa, ou o Monterrey, mais experientes e matreiros além de jogarem bem serão surpreendidos.

Do contrário, que me desculpem os corintianos, a batata vai assar.

O Corinthians tem que jogar mais do que apresentou hoje, tem que encontrar seu brilho pra ser Bi- Campeão do Mundo.


A noite de São Marcos. Para palmeirense chorar de alegria
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Luiz Ceará

Não me interessei pelo resultado do jogo.

Queria sentir o clima, queria ver os caras jogares bola. Uma turma que realmente sabia o que fazer com ela.

O Palmeiras de 99 Campeão da Libertadores contra a seleção de 2002. Só fera. Rivaldo, o Fenômeno, Cafú, Roberto Carlos, Roque Junior, Juninho pela seleção se misturaram no gramado sagrado do Pacaembu com Cleber, Evair, Edmundo, Junior, Cesar Sampaio, Alex e Paulo Nunes pelo Verdão-99.

E Marcos, o santo da noite.

Eu queria ver a emoção e vi no momento em que Marcos fez 1 a 0 para o Palmeiras. Ele fez o que não queria. A juizona deu pênalti de Beletti em Edmundo, muito pênalti. Os jogadores foram até o gol de Marcos e o trouxeram à força para bater o penal contra Dida. Gentilmente Dida saiu antes para Marcos fazer o gol homenagem. A TV mostrou um menino tirando a camisa e balançando ela no ar. Parecia que ele tinha visto Marcos fazer seus milagres, que pela idade não viu. Senti-me recompensado. Tem muito amor no coração dos palmeirenses.

Marcos faz isso com o torcedor do Palmeiras. Faz ele se sentir como se o goleiro fosse da sua família, seu melhor amigo, seu parente. Marcos é assim.

No banco do Palmeiras uma lenda. Ademir da Guia. Que noite eu passei.


Corintiano paga promessa feita a Che Guevara. Não falta mais nada
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Luiz Ceará

Vejo na TV o “Vai Coríntia”, um grito de arrepiar. Mas no meio desse grito tem história de matar de rir e de medo.

Encontrei dois caras que me disseram, estavam viajando naquele dia, quarta da semana passada, para o Japão. Eu pergunte quanto custava esses dias todos num país que eles nuca tinham visitado e que, portanto nada sabiam sobre. Um era pedreiro, assentava azulejos, profissão boa e rentosa. O outro tinha uma peque oficina mecânica.

O mecânico me respondeu com um largo e confiante sorriso:” Só compramos a passagem de ida e volta e estamos levando um qualquer. Lá a gente faz uns bicos e consegue mais algum”.
Pode?

Ontem eu entrevistei ao vivo no meio de outros corintianos um que me arrepiou. A história é a seguinte e é ele quem conta:” Quando o Timão foi para a final da Libertadores eu fiz uma promessa a Che Guevara”. Ao Che, eu perguntei? Mas ele não é santo!

Meu entrevistado me respondeu: “Mas é guerreiro. Fomos campeões e eu cumpri a promessa. Levei uma bandeira do Timão pra Cuba e depositei no túmulo do guerreiro. É tudo Coríntia”.

Não sei mais o que dizer.


Dudu, Marcos e Ademir da Guia. Uma semana inesquecível para o meu coração.
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Luiz Ceará

Vou ser curto e grosso. Esta semana foi emocionante para este velho repórter. Primeiro eu vi Dudu e falei com ele. Fiquei gelado quando ele me disse que tinha saudade do gramado do Palestra e que gostaria de jogar na nova Arena Multiuso do Palmeiras. Um luxo.

Mais para o final da semana cobri a ultima coletiva do Marcos para este Blog do UOL e para a REDE TV. Deu no que seu. Bati um pênalti perfeito que o careca defendeu e quase bateu a cabeça na trave. A galera gritou gol, mas não foi não, mais uma vez o “pegador de pênaltis”, pegou.

Hoje fui a Mogi Mirim fazer uma reportagem sobre o encontro do São Paulo com o Mogi Mirim. SP de 92 com direito a ver Raí desfilando categoria, Pintado e sua garra, Sidnei, enfim grandes jogadores da época. O Tricolor enfrentou o Mogi da época do Carrossel Caipira do técnico Vadão, com Leto, Válber e Rivaldo (que não foi). Uma festa.

Quando entrei no vestiário levei um susto. Cabelos amarelinhos, franzino hoje pelo desgaste natural da vida, mas forte o suficiente para uma bela pelada, o camarada estava lá sentado. Vacilei em ir na direção dele. Fiquei alguns momentos observando seu jeito de tirar a camisa, calçar a meia. Recebeu calção, meia e camisa do roupeiro e agradeceu com um sorriso doce. Fui chegando perto e vendo como os jogadores muito mais novos que ele o admiravam. Uma reverencia surda e real. Dava pra pegar na mão o respeito, segura mesmo. Era vivo. O meu também.

Eu nunca tinha visto Ademir na Guia num vestiário e nem imaginava que veria sua maneira de se vestir para um jogo de futebol.

Cheguei junto dele e falamos sobre futebol Corinthians na Copa do Mundo de Clubes e do Palmeiras. Eu fiquei olhando nos olhos azuis de Ademir da Guia dentro do lugar sagrado pêra ele que é o vestiário. Vi ele entrando em campo e tocando com classe a bola como ele sempre fez.

Imaginei um torcedor do Palmeiras no meu lugar. Era só chamar o Resgate.


O dia em que bati um penalti. Marcos estava no gol. Confira comigo no replay.
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Luiz Ceará

A ultima coletiva de Marcos não foi uma “coletiva”.

Ele deu um show de bom humor, apenas um pouquinho mais relaxado que nos anos todos em que estivemos ao lado dele nos gramados e treinamentos e viagens, enfim… Marcos sempre foi como ontem.

Mas na sua ultima aparição como jogador treinando, ele inovou. Permitiu e se deu bem.

Quando eu percebi ele estava debaixo da trave treinando pênaltis. E quem batia? O fisioterapeuta? O médico, o treinador de goleiros, o massagista?

Não. A imprensa. E foi aquela farra. Ele catava tudo. Bola boa e ruim. Acho que só dois companheiros fizeram gols. Foram mais 60 penatis batidos,acho que mais que isso.Ele catava, e ria dos jornalistas. Meninos e mais experientes como eu. Meninos gordinhos e magrinhos, de barba ou ainda sem ela. E macacos mais rodados como este repórter que não agüentou a pressão e foi lá bater o seu pênalti.

Marcos gritou: “Não vai bater não velhinho? Vai afinar?

Olhei para o Baron, velho de janela, repórter cinematográfico que trabalha comigo na REDE TV, e fui em direção à bola. Perder a chance de bater um pênalti no mito? Nunca. Mas vacilei, é verdade.

Pensei no que aquele cara de mais de 1,80 de altura, Campeão do Mundo, da Libertadores, o maior ídolo do Palmeiras hoje, um cara sensacional como pessoa. Na minha frente debaixo dos três paus. Um pegador de pênaltis nato.

Arrumei a bola na marca da cal. E pensei.

Quantos caras fizeram isso na carreira de Marcos? Olhar pro cara se arrumando debaixo da trave dá certo receio. O gol fica pequeno.

Dei dois passos pra trás e me ajeitei. Vou chutar no canto direito dele.

O que será que ele tá pensando? Vou mais longe: o que ele pensou quando aconteceu isso? O pênalti?Agora a história é diferente, sou um jornalista, mas de respeito. Esse cara tem que me respeitar. Mas pela cara dele, meio sério e meio que sorrindo no canto da boca tava é de sacanagem comigo.

Criei coragem. Vou marcar o gol da minha vida. Eu que fui um volante ao estilo de Falcão, cabeça erguida, peito cheio de ar, que nunca olhei pra bola porque sabia onde ela estava, que passava bem e chutava melhor. Não fui craque, mas quase.

Mas o olhar do Marcos me intrigou. Olhei nos olhos do cara. Olhos não mentem. Tava me gozando aquele falastrão. É agora, pensei.

“Aí Marcão, tá preparado? tá preparado?

Marcão bateu palmas, que é como eles, os goleiros, fazem para tirar a atenção do batedor. Se empinou, cabeça pra frente, se arrumou.

Eu fui pra bola e chutei no canto, rente a trave direita, chute colocado, pênalti muito bem batido, indefensável. E comecei a rir do Marcão.

Dois segundos e ele chegou na bola. Foi como gato com fome, um leão na hora do bote, uma faísca. De sacanagem comigo.

No pé da trave, no chão, bola rasteira e como eu disse indefensável, ou quase, porque ele catou meu pênalti. Se esticou todo, mas catou.

“Esse eu fazia questão de pegar”, disse um dos maiores goleiros da história do futebol brasileiro com seu sorriso debochado. Marcos pegou meu pênalti.

Obrigado campeão, foi uma honra.

Tags : Marcos