Luiz Ceara

O Brasil imita a França na hora do bicho pegar
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Luiz Ceará

Na Copa da França, durante mais de trinta minutos antes da final ter início, o Estádio gritava pelos ''azuis'', os jogadores da seleção. Uma baita seleção. Quando nosso time entrou em campo com Ronaldo fora de combate pelo que todos estão carecas de saber, o estádio estava em chamas. Uma chama azul, vinda do fundo do coração dos franceses. Eles cantaram o hino, não, eles gritaram o hino e empurraram sua seleção para a vitória e conseqüente conquista da Copa do Mundo da França. Eu estava lá e senti cheiro de queimado quando percebi o que a galera queria. Ela queria a taça e sabia que sua seleção ia jogar contra os bichos papões. Deu no que deu.

Estou vendo a mesma coisa nos nosso estádios. A galera está dando aos jogadores o combustível para enfrentar a Espanha, o inimigo a ser batido. Amor, devoção, emoção e respeito. O espetáculo dos estádios cantando o Hino Nacional é único.

Hoje o Brasil enfrentou um time da elite. Foi bem e goleou. O combustível funcionou.

Fora Hulk que eu não engulo – tem dezenas iguais a ele neste país – o time foi bem. Quem jogou e quem entrou.

Nossa seleção tem que estar em combustão total na tarde em que a Espanha foi o adversário, como a França fez conosco em 98.

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Num confronto com a Espanha, o que jogamos hoje é pouco.
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Luiz Ceará

Nossa seleção começou bem nesta tarde em Forlateza. Tudo estava dando certo. O hino cantado pelo estádio mesmo depois que o playback da FIFA cumpriu seus 90 segundos e parou. Foi um momento emocionante.

Como o início do time, acelerando pra cima dos Mexicanos. Bom jogo e um golaço de Neymar. Ele quase fez outro que seria mais lindo ainda, quando deu um toque de peito, se livrou do zagueiro e chutou de perna esquerda. Lindo.

Foi só isso até deixar os mexicanos mais encorajados. Gostaram do jogo e por mais de uma vez chegaram perto do empate.

O segundo tempo foi mal pela expectativa que se tinha, mas não para o que se pretendia a vitória que praticamente classificou o Brasil para a próxima fase.

E tem Neymar. Puro talento, ele fez uma jogada de pagar o ingresso de novo. Passou pelos zagueiros e deixou Jô na cara para fazer mais um gol. Foi um 2 a 0 pra gente ter a certeza da recuperação técnica de nosso maior jogador.

O próximo jogo será contra a Itália que acredito, mas não sei de verdade neste momento, se venceu o Japão. Brasil e Itália será no sábado.

Uma coisa é certa. Vencemos, mas ficou um gosto de quero muito mais. A maneira de o Brasil jogar não o credencia a vencer a Espanha, verdadeiro bicho papão. Num possível confronto, hoje, tomaríamos uma sapatada, uma chinelada espanhola. Jogando como jogamos, contra a Espanha, é pouco, mesmo com Neymar.

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A Espanha não joga futebol, joga bilhar.
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Luiz Ceará

Itália e México mostrou a dificuldade que o Brasil vai enfrentar. O México é um time perigoso o tempo todo e não pipoca. A Itália é mais moderna do que já foi um dia. Toca a bola e tem jogadores excepcionais. Pirlo, Balotelli e Cia mostraram uma seleção diferente, sem medo de ser feliz dentro de campo. Não é mais aquele time pragmático, se defendendo o tempo todo e saindo na boa. Não, não é mais assim. A Itália vai em direção ao gol com sede e fome. E tem a bola para de Pirlo, monumental. E tem a marra de Balotelli, um astro no sentido amplo. Procurou o gol e até achar. Achou.Chicarito Hernandez marcou de pênalti o gol dos mexicanos.

No outro clássico a Espanha alugou a bola e meteu 2 a 1 no Uruguai. Sem problema, administrando o jogo ao seu modo. Tocando, tocando e tocando. Um escândalo esses espanhóis.

Um gol de Pedro ao estilo Neymar. Um bambu de fora da área. A bola bateu em Lugano e enganou o goleiro uruguaio. No segundo, como num jogo de bilhar Fabregas meteu Soldado milimetricamente e 2 a 0. Um baile no primeiro tempo.

Outro, sem chances no segundo, a não ser pelo gol solitário, de falta e com grande categoria de Luis Soares quando o juiz se preparava para apitar o final.

Ocorre que a Espanha, mesmo com jogadores em final de temporada sobra contra a maioria das seleções do planeta. E só tem um problema. É de identidade.

Os jogadores não sabem se gostam de futebol ou bilhar. Ficam mais de 70% do tempo de jogo com a bola, não erram passes e muito mais que isso, acertam jogadas milimétricas. Assim não dá.


O Brasil entrou em campo. Bom, não excelente, mas bom.
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Luiz Ceará

A partir de hoje vamos com a Copa da Confederações. O Brasil estreou contra o Japão. Japão que não é mais aquele. Eu explico.

Os japoneses sempre foram alvo de gozação, desde que me conheço como peladeiro. Desde menino. O papo era assim: chutou errado? – Parece japonês, meu? Era assim.

Não é mais. Hoje, dos 23 jogadores da delegação japonesa, 14 jogam na Europa. Era esperado um time rápido e eficiente, marcador e que iria marcar forte o Brasil Jogar no nosso erro. Sem medo.

E foi assim que eles se portaram. Mas tomaram um gol logo aos três minutos e a maionese dos japoneses desandou um pouco. Por que? Porque eles levaram um susto, a até haver a me até acabar o medo de uma goleada, passou um tempinho precioso.

Mas atenção: Eles foram à frente e marcaram muito bem a seleção. Foi sim, no primeiro tempo um resultado justo, por que o Brasil foi o dono do tempo com a bola nos pés. Mas se esperava mais de Neymar, pouco acionado e bem marcado. Se esperava mais de Oscar, que sumiu no jogo. Vamos para o segundo tempo.

E logo de cara aconteceu o que nós brasileiros sabíamos que ia acontecer. A chegada de Paulinho. Aos 3 minutos ele fez 2 a 0. Sensacional esse Paulinho.

E deu tempo ainda da entrada de Jô, rápido e matador. Ele recebeu uma bola metida por Oscar de forma genial e fez 3 a 0.

Oscar, Neymar,Jô, Lucas, defesa toda ? Bem, não excelente, mas bem.

Fred e Hulk? Não vieram jogar.

Os japoneses? Boa seleção e vai dar calor nas outras.


Maurício Noriega, Balotelli e eu.
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Luiz Ceará

Li este post no Facebook, comentário do Maurício Noriega, comentarista do Canal Sportv. Fera, observador, malandro no bom sentido, o que sabe enxergar através do vidro embaçado. Ele sacou o que eu venho pensando e conversando com meu parceiro Juarez Soares. Só que eu não escrevi a respeito, então peço licença ao Nori pra completar o texto dele com o que eu penso a respeito desses fatos

Maurício Noriega disse:
Brincadeiras à parte, existem algumas situações que me fazem refletir. Domingo, em Porto Alegre, os jogadores da seleção francesa foram passear no Parcão horas antes do jogo com o Brasil. Não vi, mas ouvi relatos dos companheiros da sempre fantástica Rádio Gaúcha de que interagiram e se divertiram. Vi hoje matérias retratando um futevôlei entre Mario Balotelli e Stephan El Shaarawy nas areias da Barra. Há imagens de ambos tirando fotos com fãs brasileiros e andando calmamente pela bela orla carioca.
Aí eu me pergunto algumas coisas. Será que eles fariam isso, os franceses nos Jardins de Tuileries, e os italianos na Piazza di Spagna?
Sinceramente, não sei dizer.

Eu também acho que não seria possível tamanha exposição no dia a dia, mas lembro que os jogadores brasileiros, não todos, passeavam nos dias de folga pelos Shopping em Johanesburgo. Dava um pouco de trabalho, mas eles estavam por lá.

Mas o que eu quero dizer na verdade, é que podem estar maio que à vontade demais. Ou isso é pelo final de temporada momento em que ninguém aguenta mais treinar ou pra disfarçar, fazer de conta que não estão muito preocupados com o que vem pela frente.

O certo é que os grandes ídolos não podem mesmo sair sozinhos, nem aqui nem em lugar nenhum do mundo. O caso de Balotelli é que ele é um negão do bem, querido até porque é marrento, sujeito bem ao gosto do brasileiro. Eu mesmo gostaria de falar com ele. Balotelli é um Romário grandalhão, que na verdade joga muito menos do que o baixinho jogava, mas que faz o mesmo barulho.

Tags : Balotelli


Pato tem que chamar a bola de meu amor, sem violência com ela.
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Luiz Ceará

Hoje nós discutimos no Bola Dividida, programa de esporte da RedeTV a questão dos gols perdidos, ou das defesas milagrosas no jogo entre o Corinthians e o Cruzeiro. Os protagonistas são Alexandro Pato e Fabio, o goleiro do Cruzeiro.

Juarez Soares e Silvio Luiz afirmaram categoricamente que o goleiro Fabio defendeu o que seriam pelo menos três gols de Pato.

Eu discuti e firmei o pé em conversas que tive ao longo dos anos de reportagens e de conversas com atacantes que me indicaram que o gol se faz com certa facilidade quando o atacante “tira a bola” do goleiro e não quando ele simplesmente chuta para o gol.

Zenon, mestre com a bola nos pés me disse que você não deve chutar no gol, mas para fazer o gol. E aí existe uma grande diferença na hora da comemoração. Quem chuta no gol pode fazer o gol, mas quem chuta para fazer o gol geralmente faz. E comemora.

Romário uma vez me disse que sempre tirou do goleiro e os gols que ele fez mostram isso claramente. Sem chutão, Sem dificuldade, sempre bem colocado, às vezes desaparecido dentro da área. Onde ele está? Lá, fazendo o gol. Foi o maior que eu vi lá na zona do agrião, espaço sagrado dos centroavantes fazedores de gols. A chamada pequena área, que é do goleiro só para ir buscar a bola no fundo do gol. Romário, Evaristo de Macedo, Reinaldo, Serginho, Careca, para citar alguns.

Muito bem, fui criticado e o assunto deu confusão. Não mais que de repente aparece no vídeo Evair, uma lenda da pequena área. Estava no Palmeiras com o repórter João Paulo, meu parceiro. Esperto ele logo entrou no assunto. E Evair, do alto de sua confiabilidade em se tratando desse assunto finalizou Silvio Luiz e Juarez Soares com um só golpe. Ele disse: “Não é força, é jeito”.

Acabou o assunto e ficou a lição para Alexandre Pato.

Meu garoto, mata a bola como você matou, com categoria tirando os zagueiros da jogada, mas tenha calma e carinho com a gorduchinha. Diga naquele momento o que ela mais gosta. “Meu amor, vou te mandar com carinho lá pra dentro do gol, não vou te chutar forte, vai ser colocadinho, nem vai doer”.

Ela vai te obedecer.

Tags : Pato


Felipão precisa se informar melhor.
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Luiz Ceará

Eu apenas gostaria que a TV Globo ou a Band, que juntas devem ter todos os tapes dos jogos do Paulinho, que pudessem fazer a gentileza de os enviarem ao treinador da seleção brasileira.

Ele não sabia como Paulinho jogava, como um segundo volante, marcador mas atacante habilidoso e inteligente, Goleador. Esperto e moderno. Uma pena, por que somente quando jogou na sua posição ele deslanchou no jogo, apareceu e fez o gol de empate, um golaço.

E também que amigos do treinador possam mostrar a ele que com Hulk em campo ele não chega a lugar nenhum. É bom jogador, forte, cheio de vontade e obediente taticamente. O problema é que igual a ele e com muito mais habilidade e bola para apresentar temos uns vinte no país.

E podemos também fazer chegar ao treinador da seleção a informação segura dos times adversários. Ele não sabia como jogava a Inglaterra. Fomos surpreendidos o tempo todo. Um time que jogou desfalcado, em fim de temporada, vindo da praia e de passeios pelo Rio, mas que não foi bobo ontem no Maraca novo, bonito por dentro e mais ou menos por fora.

O 2 a 2 ficou de bom tamanho. Vamos ver contra a França em Porto Alegre. Lá o treinador da seleção é famoso e respeitado. Certamente não vai tomar a vaia que tomou no Maraca num momento em que na verdade ele estava certo, quando trocou Oscar que estava mal fisicamente por Lucas.

Que Felipão não se engane. O povo deste país ama sua seleção, seus ídolos e não aceita inventor. Temos 100 milhões de treinadores que sabem onde jogam Paulinho, Oscar, Neymar e todos os outros jogadores. Sem invenção, sem medo dos adversários, teremos um bom time, embora muito abaixo dos melhores hoje em dia. E eu não preciso dizer aqui quem são eles, por que como eu disse, a galera da bola entende de futebol.


Cara de campeão com sorte de campeão.
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Luiz Ceará

Pintou o campeão.

Com sorte de campeão. Que não é uma sorte qualquer.

É aquela que a bola bate no pé do goleiro duas vezes e não entra e bate no pé do zagueiro e entra.

Inacreditável Galo.

Que precisa jogar mais nos próximos jogos, mas que tem sorte de campeão.

Por isso vai ser campeão.


A caxirola é nossa
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Luiz Ceará

Li sobre essa coisa da caxirola, o instrumento criado pelo musico Carlinhos Brown. Da proibição dela nos estádios da Copa. O motivo principal não é o barulho, ou, o som que ela produz, mas sim a possibilidade do torcedor se vingar da derrota de sua seleção e arremessá-la ao gramado como aconteceu no jogo entre o Bahia e Vitória, clássico baiano.

Encheram as laterais do gramado com as caxirolas. Feio.

Pode acontecer na Copa? Pode e vai. Ou o amigo não acredita que vai?

Na África do Sul o som da vuvuzela enchia o estádio com um super zunido. Uma loucura que chegou a atrapalhar e preocupar. Atrapalhou a comunicação entre treinadores e jogadores. Correto? Não.

Porque os jogadores via de regra não ouvem mesmo e não prestam atenção no que os treinadores falam. Olham, fazem que entendem, mas não cumprem. Quem manda no jogo é o boleiro.

E o torcedor nos estádios tava lá pra fazer festa, torcer, zuar e nem ligava para o barulho.

Então, um instrumento muito menos, digamos, barulhento que a vuvuzela está sendo banido da Copa pelo barulho que produz ou pela possibilidade de ser arremessado no gramado?

Com certeza absoluta pela possibilidade do arremesso da caxirola aos gramados sagrados de nossos elefantes brancos.

Hilário Medeiros, chefe da segurança do COL, Comitê Olímpico Local tentou proibir o uso da caxirola.

A versão de Hilário não durou 24 horas. A caxirola é um dos 1.500 produtos oficiais das Copas do Mundo e das Confederações. Ela é produzida sob licença da Fifa pela multinacional The Market Store. A empresa produz o chocalho em parceria com a Globo Marcas, companhia das Organizações Globo que detém o direito de distribuição de todos os 1.500 produtos oficiais da Copa. A caxirola deverá chegar na semana que vem às lojas, com o preço de R$ 29,90. Cerca de 10% do valor de venda de cada unidade é revertido para a Fifa e sua parceira comercial, a Globo Marcas.

Entendeu Hilário?

Duas coisas. Hilário ta sem moral e a caxirola é nossa.

É nóis na caxirola.

Tags : caxirola


Quem se atreve a substituir Neymar nos nossos Domingos?
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Luiz Ceará

Claro que eu devo falar algo sobre Neymar.

O que mais que já foi dito? Visto na TV?

Não resta nada a não ser a despedida do craque na Vila ''Sagrada'' Belmiro. Quando? Como?

Não há datas. E a CBF não liberou o jogador para a despedida antes do jogo contra a Inglaterra.

Fica assim, ser dizer adeus na grama que o consagrou, onde ele apareceu para o mundo. E ficou a vaia sem sentido do torcedor do Flamengo no Mané Garrincha.

O palco era ideal para Neymar dizer adeus. Um estádio com o nome de um jogador que jogou mais que ele com a mesma idade. Gênio dentro de campo, Garrincha era o espírito perfeito para a despedida de Neymar. A torcida do Flamengo vaiou o craque o quanto pode.Não entenderam os que foram ao Mané Garrincha.

Como o Santos não previu e não fez o correto ao vender seu jogo contra o Flamengo achando que um milhão era um bom negócio. De 200 mil à FPF e ficou com 800. Uma roubada.

E Neymar que já não tinha mais bola para o Peixe e nem cabeça para estar naquele jogo, fez o que fez. Nada comparado ao que é capaz.

O caso a pensar é o seguinte: Não teremos mais Neymar nos finais de semana.

Quem se atreve a substituí-lo?

Tags : Neymar