Luiz Ceara

Arquivo : novembro 2013

Rogério Ceni é a lenda que anda e joga.
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Luiz Ceará

Eu me lembro de quando Rogério Ceni era reserva de Zetti. Jeito de moleque, sempre sorrindo.Passava pelos repórteres ali no gol de entrada do Morumbi e dava um tapa no braço ou no ombro de um ou outro. Saia rindo. Ninguém prestava muita atenção nele, por que o dono da camisa era genial debaixo dos três paus. Zetti.
Hoje os tempos são outros. Ele é um quarentão milionário e cheio de manias. Tem muitas virtude4s e muitos defeitos, como todos nós. É vitorioso ao extremo, um recordista de jogos. Basta dizer que esta semana ele completou 1.117 jogos com a camisa do São Paulo. Jogador de um clube só, tirando é claro seu início na distante Sinop, jogando pelo Sinop Futebol Clube. Passou Pelé a quem homenageou jogando com a 10.
Ele merece usar a 10 do Rei, não por ser igual, fato impossível para um ser humano, mas pelo fato de ter somente um amor. O São Paulo.
Rogério Ceni o goleiro de mais de cem gols marcados não é mais o de anos atrás. A idade o deixou mais lento, sem os reflexos totais – e por isso ele tem falhado – mas não tirou dele a gana de vencer obstáculos e de buscar vitórias e títulos. Um obcecado, perfeccionista e autoritário. Manda e desmanda. É o dono do time e do vestiário, implacável com quem não produz o que se espera de um atleta ou treinador do seu time. Ele derruba e coloca outro em seu lugar.
O humano Rogério Ceni é um pai bacana que leva suas filhas para o treino e que tem uma vida regrada. Pai de família, bom filho.
O São Paulo não vai ter um jogador mais famoso e nem vai substituir o xodó do torcedor. Ele é o que sempre quis ser. O maioral, o mito, a lenda que anda e joga.
A gota de Deus.


O Atlético de Paulo Baier, um time preparado.
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Luiz Ceará

Planejamento às vezes não é compreendido pelo torcedor num primeiro momento. Mas, quando ele é bem feito, vinga.
O Atlético-PR disputou o campeonato estadual com um time de jovens, tipo um sub-20 reforçado. O torcedor gritou alto contra a diretoria, principalmente por que o time principal, que ficou na pré temporada não começou bem o Brasileiro.
A diretoria sabia que sua equipe estava bem preparada fisicamente e tecnicamente. Faltava o acerto tático.
Trocou o treinador trazendo Vagner Mancini. Deu no que deu.
Mancini deu o toque que faltava e o time decolou. Hoje é o segundo colocado na tabela do Brasileirão e vai disputar a final da Copa do Brasil contra o Flamengo.
Tem o artilheiro do Brasileiro, Éderson jogador até então desconhecido, mas que já foi pra rede 16 vezes. E conta com mais dois jogadores importantes: Delatorre e Paulo Baier.
Baier é um caso à parte. Caso de amor com seu torcedor. Ídolo do clube. Passador e cobrador de falta. Jogador genial e líder dentro de campo. É o treinador das quatro linhas, o representante do técnico.
Resumindo: O Atlético que corre meio que por fora, pode levar a Copa do Brasil se o Flamengo dormir e de quebra já está na Libertadores.
O que o amigo leu acima diz respeito a contratações certas, não à rasgação de dinheiro do clube. Tem a ver com organização e planejamento. Dificilmente esses traçados dão errado. Vamos ver no ano que vem. Olho na diretoria.
Vou dar mais um exemplo. O São Paulo mandou embora Adalberto Batista diretor fraco,e trouxe Muricy Ramalho, velho amor. Tudo a pedido do torcedor, na pressão do torcedor. Veja no que deu.
Como dizia meu guru Renato “Bico Fino” Silva: barata viva não atravessa galinheiro.

Macarrão pra italiano comer.
Água fervendo, um fio de óleo e sal a gosto. Pouco. Coloque o punhado de espaguete que você vai comer. Deixe ficar “al dente”, nem duro nem mole entendeu?
Enquanto o macarrão está na água, coloque numa frigideira quente uma colher de azeite e quando ele estiver quente, jogue uma pimenta dedo de moça. Frite para o azeite pegar gosto e retire a pimenta.
Tire o macarrão, escorra a água e jogue na frigideira. Frite um pouco.
Retire e ponha no prato. Um pouquinho de parmesão e agora é só comer.
Assim se come à noite, na hora da fome, no Norte da Itália, região de Turim.
Pode tomar um copo de vinho.


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