Luiz Ceara

Arquivo : dezembro 2011

O Barcelona não é novidade, é cópia.
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Luiz Ceará

Eu esperei para ler quase tudo que foi escrito e para ouvir grande parte do que foi dito a respeito do Santos e Barcelona.
Não me assustei com o resultado. Foi normal. Ou não? Se o Santos saísse com o título eu diria que foi um jogo épico. Vencer o Barcelona hoje é possível, mas muitas coisas têm que acontecer no jogo. O Barça jogar mal, por exemplo.
Os jogadores do Peixe saíram de campo e deram a deixa para comentaristas e críticos, colunistas e blogueiros que correram para explicar. A boleirada do peixe tomou um samba lelê e disseram isso na saída de campo. Tomamos uma aula de bola.
Pronto, tá explicado.
De correto mesmo, a explicação do treinador do Barcelona. Ele disse que seu avô e seu pai lhe ensinaram que futebol bonito e eficiente era o do Brasil da época deles. O cara ouviu e aplicou quando teve oportunidade e jogadores à disposição. Jogadores eu disse, não pés de rato.
Foi isso o que aconteceu com o Santos.
Foi o que aconteceu com o Barça duas vezes contra times brasileiros recentemente.
Foi assim na Copa de 70.
Quase assim em 82, o melhor de todos os times.
Quem joga bola sabe o que to dizendo.
PS: Estou de férias e escrevi porque não tô fazendo nada mesmo. Volto em 4 de Janeiro. Na Band e aqui no Blog. Bom Natal e um Ano Novo de muito trabalho e saúde, que tem vagabundo à solta neste país. Ou não?

Tags : Santos


Boa viagem, Doutor
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Luiz Ceará

Sócrates se despediu do Corinthians num jogo contra o Vasco em Juazeiro, terra de Padre Cícero.
O Corinthians saiu de São Paulo e o avião, fretado, pegou a delegação do Vasco no Rio. A parada técnica foi em Salvador.
Não havia mais cerveja a bordo e o uísque a gente tomava o do empresário, um cara baixinho com forte sotaque nordestino que levava dezenas de garrafinhas em uma bolsa.
Havia um grupo próximo de onde eu estava sentado. Casagrande, os radialistas Oswaldo Maciel e Loureiro Junior e o Magrão, ele mesmo, Sócrates.
Muita piada, risada e, é claro, enchemos a cara.
Quando chegamos a Juazeiro, havia mais de cinco mil pessoas na pista. Na pista mesmo, porque era inauguração da própria para jatos maiores como o nosso e nada de proteção, aquela coisa.
Sócrates não queria descer primeiro e me disse. “Você sai comigo que eu não vou sair com a cara pra esse povo todo”. Saiu comigo, os dois meio que mamados.
Depois fomos visitar algumas fazendas, que era para agradar os patrocinadores da festa, digo, do jogo. E voltamos todos tarde da noite. Sentamos-nos para conversar, ouvir Oswaldo Maciel cantando, com Casagrande fazendo ritmo na caixa de fósforos. Sócrates sentado ao lado do dono do Hotel. E ele dizia: ”companheiro, sua filha é maravilhosa”.
E o cara olhava e ria. E Magrão insistia: “sua filha é maravilhosa”.
Depois de dizer aquela frase algumas vezes, o dono do Hotel, rindo muito, resolveu responder direito. ”Doutor, essa não é minha filha, é minha mulher”.
Foi uma risada só e fomos todos dormir.
De cara cheia, é claro.
No outro dia ele foi um dos melhores do jogo.
Fica esta história, como minha homenagem ao Magrão, que eu continuo amando.
Que você tenha uma boa viagem, Doutor.

Tags : Sócrates


A cena que Pelé roubou.
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Luiz Ceará

A cena foi preparada para mostrar os novos meninos da Vila, e eles estavam lá. E os craques do momento, como Ganso e Neymar. De quebra o Santos levou o maior jogador do mundo de futsal, Falcão.
Era para comemorar o lançamento das festividades do centenário do bi campeão do Mundo.
Mais de 50 jornalistas, a maioria não viu Pelé jogar.” Só em fita”, como diz meu amigo Quim.
Mas ele estava lá. Entrou por ultimo.
E como os últimos são sempre os primeiros, roubou a festa. Como sempre fez nestes últimos 70 anos.
Pelé é assim mesmo. Simples, fala mansa, sorridente e dono de frases que sempre dão um caldo para os jornalistas.
“Neymar é para mim melhor que Messi”. Pronto, tá feita a discórdia em nível internacional. Hoje o mundo vai repercutir esta frase curta.
Pelé é assim. Deixou para trás Ganso, Falcão e Neymar numa festa que era mais para eles.
A capacidade que o Rei tem para hipnotizar as pessoas em volta dele pode explicar porque os beques antigos marcavam o cara o jogo inteiro e depois pediam a camisa e tiravam uma foto.
Ontem ele paralisou a molecada que hoje faz o jornalismo esportivo ser tão rápido e informativo. A molecada” paga pau”, como diz meu filho João de 14 anos.
Chegar perto dessa entidade, estar ali numa coletiva, poder fazer perguntas para o maior jogador do planeta é uma honra e enche uma página de qualquer currículo.
Pra encerrar, aquela comparação que hoje está na boca de todos os desavisados da bola. Quem é melhor, Pelé ou Neymar?
A presença dele responde. E se o amigo tiver alguma duvida, assiste o filme e depois me conta.
A vida, o dia a dia da bola ensina, mesmo a aqueles que insistem em não aprender.

O Vasco perdeu da LDU por 2 a 0. E não tem fôlego para o Flamengo que quer a Libertadores.

Tags : Pelé


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