Luiz Ceara

Arquivo : abril 2012

Medina, o Iluminado.
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Luiz Ceará

Ontem eu escrevi aqui no Blog que: ”Para a Ponte vencer no Brinco não precisa torcedor. E vice versa. Precisa um time bom e um iluminado no jogo. É assim em todos os clássicos. Um bom time, num dia feliz e um iluminado.”!

Muitas vezes nós já vimos este filme. O cara está fora do jogo, participa do grupo, mas não vai jogar. Treina feito louco, mas não vai ter chance porque o titular está em plena forma. O cara senta no banco e vê o jogo, torce feito louco e na hora da comemoração ele sempre sai na foto abraçando o herói. O titular. Se o jogador for o cara do time então… o do banco nem pode pensar em ser estrela.

Mas pode fazer uma coisa que todo mundo faz e que não custa nada.

Sonhar.

Medina é reserva na lateral direita do Guarani. Estava no banco e apenas sonhava em jogar. Não é pecado sonhar.

Agora, jogar no lugar do dono do time? Opa, pera aí! Vou entrar no lugar do Fumagall,i professor? To frito, Medina deve ter pensado. Vou queimar de vez meu filme. Sou lateral e o homem quer que eu jogue pelo meio. Era só o que me faltava neste dia de chuva.

Medina não sabia, mas o destino que é preparado lá no céu e eu não sei por quem, mas sei que existe, estava traçado.

Ele entrou e num passe perfeito dentro da área, chegou batendo com categoria. Categoria mesmo, enxergando a brecha e metendo no canto esquerdo do goleiro da Ponte. Virou o jogo em 2 a ‘1. Acabou?

Não, não para o menino de 22 anos e sem nome no clube. Somente um cara diferente como Vadão, que já lançou Rivaldo e Kaká, para o amigo do Blog entender direito, poderia colocar em campo num Derby que definiria o finalista do Paulistão, nada menos que… Medina.

E lá foi ele, baixinho que só, subir e meter de cabeça a pá de cal do jogo. E é claro, com dois gols, decretar que a torcida da Macaca poderia ir pra casa. Guarani 3, Ponte Preta ‘1. O Bugre na final contra o Santos.

Medina é ou não, o “Iluminado” do Derby?


O Derby dos 100 anos.
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Luiz Ceará

O Derby de Campinas completa 100 anos. Já teve um jogo entre os dois times este ano. Era o Derby dos 100 anos, era o jogo da história dos clubes, dos treinadores, dos jogadores. Esse clima passou para as ruas. Dias antes do Derby, houve Derbynho, entre as categorias de base. No campo do Guarani, Dois jogos que a Ponte Preta venceu.

Na rua, por causa disso morreu um torcedor espancado.

Os clubes então, em caráter de emergência resolveram que a partir daquele jogo que viria a seguir não haveria mais duas torcidas nos estádios. Medida máxima de segurança.

Mas o destino quis que Ponte e Guarani jogassem de novo um Derby este ano. Depois de eliminarem o Corinthians e o Palmeiras do Paulistão.

Os jornais e as rádios não perderam tempo. É o Derby dos 100 anos, é o jogo da carreira de treinadores e jogadores. A mesma história.
Uma reunião na Federação Paulista resolveu quebrar o acerto anterior.Haverá torcedor da Ponte no Brinco. Dos 22.150 ingressos, 1.456 serão para os torcedores da Ponte Preta. Acerto na FPF, com os presidentes dos clubes, Polícia dando respaldo e o escambal.

Um erro, na minha maneira de ver.

E a reunião entre o Prefeito da cidade, os presidentes dos clubes e a Polícia há pouco mais de um mês atrás?

Tudo enganação.

Para a Ponte vencer no Brinco não precisa torcedor. E vice versa. Precisa um time bom e um iluminado no jogo. É assim em todos os clássicos. Um bom time, num dia feliz e um iluminado.

O outro Derby teve empate. O de hoje não pode ter porque tem que sair o time que vai encarar o vencedor de Santos e São Paulo.

É preciso ter cuidado na Cidade de Campinas. Em toda ela.
O Derby não é da paz coisa nenhum.a O Derby é jogo de bola, aposta no vencedor, sangue fervendo, irmão contra irmão. Isso é o que é o Derby.
Por isso era preciso manter a palavra que foi quebrada em nome do consenso. Lorota. Hoje tinha que ser Derby de uma torcida só, porque o vândalo tem que saber que existe a lei acima de tudo.E palavra.
Vamos ver.

Tags : Derby


Pep Guardiola, o iluminado, sai de cena.
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Luiz Ceará

Messi Disse:
“Quero agradecer sinceramente a Pep por tudo que ele fez a minha vida pessoal e profissional. Por causa desta emoção que estou sentido agora, eu optei por não estar presente na entrevista coletiva de Pep, longe da imprensa. Até porque eu sei que a imprensa vai focar na tristeza dos jogadores. E isso é algo que eu decidi não mostrar”, escreveu Messi em sua conta no Facebook.

Guardiola foi questionado sobre a ausência de Messi na conferência de imprensa, que contou com a presença de jogadores, como Puyol, Xavi, Iniesta, Cesc Fabregas e Piqué, mas o treinador disse que o argentino estava lá.

“Messi está. Todo mundo está. Leo (Lionel Messi) está. Abdial está. Me lembrei muita de Keita, que tem sido o parâmetro de moral e ética”, disse Guardiola.

Eu penso que não é preciso estar pessoalmente em um encontro para estar presente.

A alma, o espírito vivo pode estar. A energia que o Barcelona gerou nos anos em que esteve nas mãos de Pep Guardiola não acaba. Ela fica para sempre no espaço, gerando coisas boas, emoções de alegria e êxtase. Eles fizeram tudo certo. Venceram e venceram. Foram 13 títulos em quase 4 anos.

Quando ele entrou na sala de imprensa na presença de jornalistas e de jogadores que ele ajudou a formar, estava no ar seu feito maior. O respeito pelo correto, pelo belo, pelo sonho.

Guardiola formou um time maravilhoso e nos ajudou a sonhar com outras eras. O time dele é imortal como o Santos de Pelé, o Botafogo de Garrincha, a Maquina Fluminense de Rivelino.

Guardiola é uma lenda viva que agora precisa descansar e pensar no próximo passo. Feliz daquele que ele escolher para ser seu próximo clube. Ele não vai fazer outro Barcelona, mas vai dar seu melhor, o que já é muito.

Eu costumo dizer que algum espírito vem ao mundo pelas mãos de Jesus para fazerem o bem, mostrar como se faz, dar exemplos. São espíritos, que se fizerem na terra o que foi combinado antes de nascer vão cumprir a razão de ser. Ayrton Senna era especial, Leandro da dupla Leandro e Leonardo era assim, Chico Anysio que alegrou um país, Buda, Chico Xavier, Madre Tereza. Espíritos do bem.

Pep Guardiola está nos indicando que é um iluminado.


Alô Bolívar, tem jogo na Vila. Sabia?
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Luiz Ceará

Vi o jogo, ou melhor, o que se passa quando uma equipe que está acostumada a jogar numa altitude de 3660 metros acima do nível do mar enfrenta outra que joga na altitude zero, na praia se me entende o amigo do Blog.

E fica depois de um jogo desses, a pergunta que não quer se calar nuca e que me acompanha nesses mais de 30 anos acompanhando futebol.

Porque Conmebol não toma uma atitude? Porque a esmagadora maioria das equipes de futebol ou mesmo as seleções nacionais dos países da América do Sul tem que jogar em La Paz?

Fui umas três vezes naquela cidade para acompanhar times de futebol e a seleção brasileira. Vi o Dr. Osmar de Oliveira passar mal por causa do ar rarefeito. Meu cinegrafista Javier “Bocão” Malavasi também não conseguia se locomover facilmente. José Carlos Araujo da Radio Globo do Rio de Janeiro não agüentava aquela loucura. E o goleiro Taffarel subiu no gramado para aquecer e vomitou no pé da trave.
Cruel, a altitude de La Paz é cruel.

O Santos perdeu, mas fez seu golzinho fora. Não acredito que o Bolívar tenha bola para o Santos lá na Vila. Mas isso é outra coisa. No jogo de ontem Neymar foi duramente cassado e levou bananadas e garrafadas. E outro objeto que logo foi retirado pelo gandula.

Uma vez em Assunção no Paraguai o Galvão Bueno me disse antes do jogo entre Brasil e Paraguai:” Ceará, cuidado com a boca do túnel, eles jogam de tudo em cima dos repórteres”. Acreditei e fiquei meio que esperto. Na saída da seleção eu fui junto, andando. Galvão me chamou: “A seleção está em campo. Ao lado dela o repórter Luiz Ceará”. Naquele momento eu estava com a camisa molhada por um banho de xixi vindo da arquibancada. E fiquei assim o jogo todo.

A Conmebol nunca fez nada e não vai fazer. O presidente é um ricaço de mais de oitenta anos sem ouvidos para esse tipo de reclamação. Nicolas Leoz não vai ouvir Muricy, muito menos o repórter Abel Neto da Globo, filho de Abel que jogou no Santos e um querido companheiro de trabalho que, na entrevista com Neymar também tomou sua garrafada.

O problema maior é que se na Vila cair um fio de cabelo no gramado a Conmebol vai falar em interdição. Mas o torcedor santista é malandro e sabe disso. E tem outra diferença. Na Vila, o Bolívar vai tomar um sacode YáYá.


Deu Chelsea e Bayern. Vamos ver quem é o Rei da Europa.
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Luiz Ceará

Nem de longe Real Madri e Bayern fizeram um jogo eletrizante, daqueles de tirar o fôlego.

Foi uma tremenda pelada internacional, daquelas em que aparece somente o cara dos gols que fica o tempo todo olhando para os telões para ver se está bonito. Cristiano Ronaldo.

O pênalti cristalinho do grosso Pepe foi marcado por Robben com categoria. Bateu muito bem e mesmo assim o excelente Casillas quase defendeu.

Kaká entrou no jogo. Deu em nada, sem confiança, e agora é tudo ou nada numa prorrogação nervosa. Vamos ver quem será o adversário do Chelsea.

Ainda não saiu o adversário do Chelsea na prorrogação. Quem é mais goleiro hoje?
Casillas ou Neuer?
Mourinho abraçou e beijou seus jogadores.
Conversou com a comissão técnica e conversou com seus jogadores. Pode ser que funcione, mas eu sei que pênalti é competência, momento, equilíbrio e sorte de quem tem.

Os dois goleiros foram mais que bem, e os batedores péssimos. Cristiano Ronaldo foi mal, Kaká, mal e Sergio Ramos…péssimo.

Alaba,Mario Gomes e Schweinsteiger, ótimos. Final, 3 a 2 nos pênaltis para o que jogou menos, mas que foi melhor no momento de ver quem tem garrafa pra vender, como diria o mestre Juarez Soares.

Deu o Bayern de Munique que vai jogar em casa dia 19 de Maio para decidir contra o Chelsea, quem é o Rei na Europa.


Tem um enorme buraco no Nou Camp.
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Luiz Ceará

O Barcelona não sabe jogar pelo ar. Só manda e desmanda quando tem a bola. É clássico num time de jogadores quem sabem jogar com ela. Todos sabem e conhecem as posições onde seus companheiros vão estar.

O Chelsea é um time experiente e durão. Não tem craques, tem excelentes jogadores. Terry na defesa, Drogba na frente e Ramirez. Que jogador, que pulmão. Se liga Mano Menezes. Tá vendo o jogo? Viu o jogo passado?

Tava todo mundo marcado. E mesmo com 75% de posse o Barça não chegava limpo pra marcar. O Chelsea esperava o bote. De repente, não mais que de repente, Terry deu uma joelhada em Sanches e foi expulso. Depois disso a maionese desandou. A bola veio da esquerda e Busquets só tocou para fazer 1 a 0. Depois disso Iniesta fez 2 a 0 e depois disso se esperava uma goleada. Não foi assim no primeiro tempo. Numa escapada, aquela esperada, a bola sobrou limpa para Ramirez fazer um golaço, ao estilo Messi, de cavadinha por cima do goleiro. E o Chelsea saiu no primeiro tempo classificado.

Os times vieram para o segundo tempo com pensamentos diferentes. O Barça pra tocar, tocar e marcar e marcar. O Chelsea para se defender com dez. E se defendeu o que pôde. No pênalti Messi mostrou que a fase está diferente para ele que já não conseguia entrar tão facilmente na defesa do time inglês. E no final, de tanto atacar o Barça esteve desatento por um segundo. O suficiente para o Chelsea encaixar um contra ataque fulminante com Fernando Torres que empatou o jogo. Foi um 2 a 2 e o Chelsea classificado para a final da Copa dos Campeões da Europa.

O que se quer saber agora é o tamanho do buraco que essa bomba causou no Nou Camp.


A história do Barcelona me encanta por isso eu vou torcer por ele.
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Luiz Ceará

Fiz tudo o que tinha que fazer pela manhã. Cheguei agora em casa e estou na frente da TV vendo os programas esportivos e esperando o Chelsea x Barcelona. Não dá pra não ver e se emocionar.

De um lado a história de um clube de bairro rico, de um estádio comprado por dois irmãos pra fazer dinheiro. O investimento não foi bom então eles fundaram um time de futebol. Faz parte da história do Chelsea a vinda do russo de dinheiro meio que sujo. Ele montou um time de veteranos.

Do outro lado a história é diferente, harmoniosa com os grandes feitos desta região da Espanha de nome Catalunya. A camisa do Barça é a bandeira da Catalunya, um espaço no planeta Terra que quer ser independente. No Estádio está escrito “Mais que um Clube”. Isso é a história de uma equipe que pensa, planeja e executa. Pensa nas categorias de base como o futuro do time, planeja sua vida e a maneira de jogar do time e executa seus inimigos dentro das quatro linhas.

Peço desculpas aos torcedores dos blues, mas eu torço esta tarde para a história do Barça. Ela me encanta e faz minha alma feliz.


Salve Jorge, e viva Jorge.
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Luiz Ceará

Hoje é dia de Jorge. Da nação dos protegidos do Santo Guerreiro da Capadócia. Dia de Ogun.

Jorge que é protetor das cavalarias e dos bombeiros, protetor dos fracos e dos oprimidos, Hobin Hood dos morros, rei da malandragem.
Este post é uma homenagem aos homens de coragem, massagistas e roupeiros. Cansei de entrar em vestiários e ver uma vela acesa para na frente da estátua de Jorge ao lado da Mãe de Jesus. Eles oram pelos jogadores. Para que nada aconteça nos gramados. Nenhuma contusão.

Oram pela vitória. E o Santo sabe a hora de cada um.

Ele é o protetor dos caminhoneiros nas estradas, abrindo caminhos contra os ventos, as chuvas, as tempestades e contra o maior inimigo deles, a velocidade e o sono. Salve Jorge.

Mais e mais vi por estes 35 anos de jornalismo esportivo, jogadores e treinadores abraçados à estatua de Jorge o Santo Guerreiro.” Me protege pai”, eles dizem. “Me guia nos campos de futebol e me protege as pernas. Eu vivo delas, pai”. Existe uma legião de seguidores desta fé que move montanhas. Dezenas de treinadores tem sua estátua bem pequena agarrada à mão dentro do bolso. Um deles me deu a dele porque sabia que sou um filho do Santo Guerreiro. Obrigado amigo e Salve Jorge.

Jorge morreu pelo Cristo e virou lenda. Na guerra de 45, quando a Unidade Panzer foi derrotada no deserto da África, sobraram pedaços de ferro dos tanques de guerra. Negros africanos usaram para fazer ferramentas do assentamento sagrado Igba Ogun da linha do Candomblé.

São Jorge no Candomblé é Ogun. É a crença popular, feriado no Rio de Janeiro. Hoje é dia de Jorge, de ele passear no se cavalo branco pelo mundo pra ver como é que tá. De armadura e capa, espada forjada em ouro. Gesto nobre, olhar sereno. De cavaleiro, guerreiro justiceiro. Com sua sabedoria e coragem mostrou que com uma rosa e o cantar de um passarinho, nunca neste mundo se está sozinho. Salve Jorge.

No meu coração e na minha mente ele é meu pai, protetor da minha vida e do meu destino. Salve Jorge. Ogun yê.

 

Uso, sem autorização, pedaços dos versos de Jorge Benjor. Como ele também é filho de Jroge, fica minha homenagem a quem tão bem se referiu ao nosso pai.

Tags : São Jorge


Uma tarde campineira como nos velhos tempos.
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Luiz Ceará

Num jogo eletrizante a Ponte Preta destruiu o sonho da nação alvinegra de vencer o Paulistão mais uma vez.

A tarde de chuva e nervosismo dos dois times mostrou um futebol competitivo e de inteligência dos dois técnicos. Venceu na tarde de ontem um Gilson Kleina trabalhador e honesto. Ele vai enfrentar o Guarani no Derby da semana que vem.

Por pouco o juizão Rodrigo Braghetto não estraga o jogo de tantos cartões amarelos, boa parte deles distribuídos como oferenda à poderosa camisa do timão.

Julio Cesar que salva o timão toda semana vai ser pressionado e chamado de frangueiro. Não deve baixar a guarda e muito menos a cabeça. O futebol é desta forma. Ontem foi apenas um dia, não “o dia”. Não se irrite e nem sofra mais do que o necessário. Você é um grande menino e joga num time de massa. Errar é possível.

O Guarani mais uma vez venceu o Palmeiras num jogo de dois tempos. Um muito ruim, o outro mais ou menos. Saíram os gols, mas os times não se atreveram tanto um contra o outro.

O Guarani porque imaginou que o Palmeiras era muito perigoso. Mas não era. Time de uma jogada só, a bola parada, o Palmeiras foi uma sombra do que gostaria de ser.

Campinas vai estar com um de seus times novamente na final do Paulistão, contra São Paulo ou Santos.

Aí é outra história.


Marco Aurélio Cunha pode ser o novo presidente do São Paulo
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Luiz Ceará

O Cruzeiro do São Paulo, o Navio Tricolor comemorando os 20 anos da conquista da Libertadores vai de vento em popa. Estamos neste momento em Ilha Bela, litoral norte de São Paulo.

Hoje teve um jogo entre os amigos de Raí contra os amigos de Careca. Pra quem estava no estádio, um momento de emoção. Raí, o autor dos dois gols da vitória tricolor sobre o Barcelona estava em campo com Ronaldão, Gilmar e Dinho. Tinha ainda Oscar, Dario Pereira e muitos outros craques. Careca eu não preciso falar, ele é uma grande estrela da bola, carismático.

Mas o grande destaque do jogo mais que amistoso, falando em carisma, foi o médico e vereador por São Paulo, Marco Aurélio Cunha. Um sucesso de público e renda. Desde ontem estou de olho nele. Meu genro Alexandre Marinello e minha filha Tatiana me perguntaram quem era aquele baixinho no meio da multidão no convés do navio tirando fotos sem para nem sair do lugar. Um fenômeno de popularidade. Meu filho João Antonio e meu neto Lucca, ambos torcedores do São Paulo queriam chegar perto dele para agradecê-lo. É que Marco Aurélio já ofereceu camisas do tricolor para os meninos. Ele sabe como conquistar pessoas.

No meio da imprensa e dos jogadores em que ele vive há mais de vinte anos, tratou ou deu consultas pra quem necessitou. De graça. Nunca se furtou a um sufoco de jornalista – aí eu dou crédito também ao medico e meu amigo Osmar de Oliveira – que teve problema ou trouxe um de casa, seja da mãe do pai ou de algum parente. Nunca cobrou um centavo pela ajuda. Operou dezenas de amigos sem cobrar.

Na Câmara de vereadores ele age da mesma forma. Tem uma legião de amigos. Marco Aurélio Cunha é profundo conhecedor do esporte do lado de dentro se me entende o amigo. Sabe tudo e um pouco mais dos bastidores do São Paulo.

Há pouco tempo Laudo Natel, maior cartola vivo do tricolor, que manda prender e soltar no time do Murumbi chamou Marco Aurélio e o indicou para conselheiro vitalício e conseqüentemente para ser o próximo presidente do São Paulo.

Não sei onde vai dar isso porque existem outros nomes. Nenhum com o carisma do baixinho que entrou em campo e foi ovacionado pelos torcedores são paulinos como se fosse jogador. Impressionante.

O jogo entre amigos foi empate, mas o grande vitorioso desta viagem foi Marco Aurélio Cunha, o futuro presidente do São Paulo, segundo desejo do torcedor. O cara é pule de dez.