Luiz Ceara

Arquivo : março 2014

Na abertura da Copa, brasileiros trabalham de graça.
Comentários 4

Luiz Ceará

Outro dia me perguntaram sobre a bertura da Copa. Eu não soube responder. Pois então vamos lá.
Dia 12 de Junho no Itaquerão a festa de abertura terá 25 minutos e a participação de pelo menos 1200 pessoas entre gente dos bastidores,coreógrafos e voluntários. Na verdade, 60% desses 1200 serão voluntários, ou seja, não vão levar nenhunzinho pro café.Eles foram recrutados em escolas de dança, circos e ONGs. Dos coreógrafos, 90% são brasileiros, mas as cabeças vem de fora.

A festa de abertura terá iconografia inspirada na flora brasileira e as danças serão, claro, o samba,frevo, capoeira, danças gauchas e o Carnaval. Alguém tinha duvida disso?

Bom,no final ainda vamos ouvir a musica We Are One, interpretada por Jennifer Lopez, Claudia Leite e pelo rapper gringo Pitbull. Essas informações são do CEO da Team Spirit, empresa contratada pelo Comitê Organizador Local da FIFA.
É bom lembrar que a concepção da festa foi do escritório italiano de Franco Dragone, que foi diretor artístico do Cirque du Soleil por cino anos. E é aí que eu vou entrar de sola.

Por acaso ninguém aqui no país é competente o suifiente par organizar essa festa, diga-se bem menor que um desfile de Carnaval ou do evento magnífico que é dos Bois Bumbás de Parintins?

Outra coisa. O voluntáriado, a macacada brasileira que vai trabalhar de graça precisa saber que na Copa da Alemanha, por exemplo,cada participante recebia por ensaio 200 euros, ou R$ 654. Aqui ficou tudo no peito.

Nossa festa de abertura foi concebida por um italiano e nossos prfissionais de dança, circo e bailarinos vão dar lucro para a FIFA que não vai entrar com nenhum.
Mas, o que mais me intriga é saber que não vejo ninguém falar sobre isso,ou melhor, a Folha de S.Paulo falou, dia 14 de março. E foi só.

To secando a festa? Não, mas fica o registro de mais uma “espertalhada” pra cima da gente.


Bellini e Raquel na Copa de 94
Comentários 4

Luiz Ceará

O dia estava calorento no 4 de Julho de 94 no Stanford Stadium em Palo Alto na Califórnia nos EUA. O Brasil ia jogar na Copa contra os EUA. Normalmente um jogo mole, ficou duro por que era 4 de Julho dia da Independência e lá os caras levam isso a sério.

Uma hora antes do jogo uma limousine foi ao Hotel onde estava hospedada Raquel. Ela havia sido presenteada com um ingresso do jogo pelo meu amigo querido J.Hawilla. A limo, transporte de bacana também era presente dele. Uma gentileza que não tem preço, gesto de amigo.
Chegando ao Stanford ela foi conduzida ao assento. Ao seu lado sentou um senhor com cara de sério, mas que ia se revelar dono de um grande sorriso e simpatia. Cara simplão mesmo, sotaque interiorano de Itapira. Ele se apresentou como Bellini.

Viu o jogo e abraçou Raquel no gol de Bebeto aos 27 minutos do segundo tempo, jogo duro em que o Brasil já havia perdido Leonardo, expulso, depois da cotovelada no gringo. Bellini nâo aprovou, fez cara feia.
A conversa foi de futebol e das cidades do interior depois que ele ficou sabendo que Raquel era de Campinas.A impressão que Bellini deixou foi de ser um homem simpático, educado e entendedor de futebol, porque explicava os lances para Raquel.
Quando o jogo acabou se despediu com um aperto de mão e um até logo. Educado e bonito em sua idade, segundo relato de Raquel.

Quando ela me falou do encontro, depois do jogo num almoço com amigos do SBT eu expliquei quem era Bellini. O capitão de 58, de um Brasil campeão com Garrrincha e Pelé. O inventor do gesto de levantar a Copa do Mundo do futebol acima da cabeça para mostrar de quem ela é.
Raquel, que viu Brasil e EUA ao lado de Bellini é minha mulher. Que inveja dela.


A choradeira da imprensa corintiana.
Comentários 23

Luiz Ceará

Legal na minha idade ler e ouvir companheiros de imprensa, na mesma faixa etária que eu,cometerem os mesmos desatinos de sempre quando seu time fica de fora de algo importante. Neste caso, a choradeira é pelo Timão.
Ouvi e li que o Timão não poderia ter perdido ou empatado com equipes menores,times pequenos, sem tradição. times como a Ponte Preta, Penapolense, o
Bragantino, Mogi Mirim e por aí vai a lágrima dos perdedores fanáticos.
É preciso dizer que o Coritnhians em nenhum momento deste Campeonato Paulista jogou sozinho em campo. Sempre havia 11 jogadores do outro lado. Básico.
E mais, nunca neste Campeonato jogou como o Corinthians, mas sempre como time pequeno, sem uma armação tatica suficiente para mandar nos jogos. O time está velho, não com jogadores velhos, mas com atletas que já venceram tudo e por isso mesmo sem a motivação suficiente para buscar mais. Aí entra a frase do zagueiro Gil que disse que “faltou agressividade e um pouco mais de vontade de fazer o gol”.
O São Paulo entregou?
Não vem ao caso, porque o Coritnhians também não venceu um time que a imprensa corintiana chama de pequeno.
O futebol mudou e os caras não estão acompanhando.


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>