Luiz Ceara

Arquivo : maio 2013

Gilson Kleina me disse que é ruim jogar contra o Palmeiras hoje em dia.
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Luiz Ceará

Gilson Kleina é um trabalhador de alto nível. Ele sabe tecnicamente como fazer seu trabalho. E conhece seus comandados, sabe da qualidade de cada um e no que eles podem render melhor. Daí é montar o time e trabalhar taticamente. E conhecer a alma do grupo. Procurar dar um espírito forte ao elenco. Trazer todos para o mesmo ideal.

Trabalhar fisicamente e botar para treinar.

O Palmeiras é hoje um grupo de homens que honram a profissão de jogador de futebol. O que me encanta é eles conhecerem sua força e suas fraquezas. E se superarem. Trabalharem no limite.

Esta manhã conversei com Gilson Kleina. Para dar um abraço no amigo. Eu gosto dele como pessoa e o admiro como treinador. Poucos profissionais pegariam o Palmeiras na condição que ele pegou. Na baba do quiabo, na ribanceira, escorregando para o abismo.

E apenas um traria o time para cima de novo. Com o que tinha nas mãos. Esse foi Gilson Kleina.

Da nossa conversa matinal eu passo aos palmeirenses o mais importante. O que ele está pensando não do jogo de hoje, mas do time que tem nas mãos.

Gilson Kleina disse que, “Vamos jogar pela sobrevivência. O time não desiste, não entrega, luta até o fim. Tem uma forma física que não permite ao adversário respirar. Esses jogadores conseguiram este status com garra, luta e entrega. E o torcedor entendeu e confia nisso. É ruim de jogar contra o Palmeiras hoje. O Tijuana vai sentir o alambrado tremer e a força dos meus guerreiros”.

Vai Palmeiras!

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O Santos sobreviveu e desafia. Na Vila o papo é outro.
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Luiz Ceará

O Corinthians treinou contra o Santos no primeiro tempo. Contra o Boca vai ter que pressionar muito logo de cara, sufocar os argentinos que já foram demais e hoje são mais ou menos.

E o Santos pagou o pato. Foi encurralado em seu meio campo e sofreu muito com bolas que iam entrar e foram salvas por Rafael, outras que a defesa se saiu bem, muitos escanteios, faltas e bola na trave de Paulinho que no rebote Guerrero não fez por que errou.

Teve o gol de Paulinho. Sempre ele presente e esperto. Aparece e faz o gol. Sensacional. Um a zero mais do que justo.

O lance do pênalti não marcado sobre Romarinho é simples de resolver. Não foi e Senême, o juizão foi muito bem Não adiante os comentaristas arrancarem os cabelos ou estrebucharem de chiliques, que não foi.

O Santos? Se defendeu no treino do primeiro tempo. Vamos ver como será o segundo tempo. Vamos ver se o Peixe joga ou volta para servir ao treino co Timão para o jogo contra o Boca.

Bom o Santos voltou Santos, então começou a equilibrar. Até André perder um gol que fez Muricy Ramalho jogar o boné no chão e pisar nele. Grosso, muito grosso o André.

Paulinho também perdeu um gol de fominha que foi. Guerrero estava ao lado dele. Foi um tempo diferente do primeiro, esse segundo.

Vinte e seis minutos e Tite colocou Pato na arena. Não entendo Pato fora do time, não entendo. Se alguém tiver uma explicação diferente do blá, blá do Tite eu quero ouvir.

Paulo André fez o segundo gol do time, o primeiro dele no campeonato. O Santos estava morto? Não.
Aos 37 numa bola parada Durval meteu a cabeça na bola e marcou o gol do Peixe que colocou o time da Vila de novo no Campeonato.

Na Vila a conversa é outra.


O São Paulo não precisa de bois de piranha
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Luiz Ceará

Quando tem piranha no rio, o boiadeiro escolhe um boi doente e coloca na frente da boiada,logo baixo, a favor da correnteza. O cardume desce o rio e devora o boi.Enquanto isso a boiada passa livre.

Zagueiros João Filipe e Luiz Eduardo, laterais-esquerdos Cortez e Henrique Miranda, o volante Fabrício, o meia Cañete e o atacante Wallyson.

Esses são os bois de piranha do São Paulo. Estão fora do elenco. Ou jogaram pouco ou se contundiram demais como Fabrício e Cañete. De qualquer forma uma triste decisão da diretoria. Pouco eficiente modificação de um quadro que não deu certo.

Rogério Ceni poderia mudar esse quadro pela moral que tem no clube, Lucio que já foi capitão da seleção também, além de outras pequenas lideranças. Mas não o fizeram. Ou por concordarem ou por omissão.

A diretoria sabe que Ney Franco não é mais o preferido dos jogadores, confrontado que é em público. Quando ele tira um jogador que não aprova a substituição, o cara faz cara feia e o desgaste chegou ao ponto de Lucio sair do jogo, ir para o vestiário e em seguida para o ônibus. Feio, uma várzea. Aliás, na várzea isso não acontece. Lá há mais moral.

A diretoria do São Paulo está mais perdida que cego em tiroteio. Bem feito para quem votou nela, por uma continuidade que está sendo discutida na justiça.

O São Paulo é enorme, vitorioso e tem uma torcida cada vez maior. Mas seus atuais dirigentes estão ultrapassados. O Tricolor merece respirar.

O São Paulo não precisa de bois de piranha.

Tags : São Paulo


Mudar é algo saudável. Muda São Paulo
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Luiz Ceará

Estou voltando a este espaço. Trabalhei nos últimos dias, e foram longos e cansativos, com a equipe do Bola Dividida. Colocamos o programa esportivo no ar há duas semanas na RedeTV e estamos lá, Silvio Luiz apresentando, Juarez Soares comentando, Priscila Machado conversando com os telespectadores, todos torcedores , cornetas e malucos que ficam na frente da TV na hora do almoço – o programa é às 11:30 – e este repórter, que dá cornetadas, informações e pitacos em geral. Tomo duras do Silvio e sou contestado pelo Juarez Soares.O Bola Dividida é divertido de fazer e duro com quem faz errado no mundo da bola.Não tem acerto conosco. É isso.

Venho pra falar do São Paulo, de como fiquei pensando em como um elenco de excelentes jogadores se deram tão mal neste primeiro semestre.

Não há desculpa pela saída do Lucas do ataque, então temos Luis Fabiano e Oswaldo, duas feras. Um, entre os dois melhores atacantes do Brasil hoje e o outro, no ocaso da profissão, ainda matador mas nervoso ao extremo dentro de campo. No meio vieram Jadson e Ganso. Alguém tem dois desse quilate para apresentar? E Welington pra completar, menino de ouro. No gol Rogério Sem, uma lenda que joga bola e alguns bons zagueiros. O treinador é excelente.

Onde está o problema?

O São Paulo deixou de ser um grupo unido – não é desunido – como tem que ser uma equipe com pinta de vencedora. Andou de sapato alto em algumas oportunidades, teve rebeldias em excesso com relação ao esquema de trabalho de Ney Franco, enfim, um desastre como grupo.

O São Paulo precisa de um time escalado e na boca de seus torcedores do 1 ao 11 e desses jogadores saberem como vão jogar. O time jamais se encaixou. Como tem jogadores de qualidade, isso passou despercebido. Quando pegou um cachorro grande pela frente, digo, um galo brabo, dançou feio. Tomou um sacode.

O São Paulo tem que pensar na vida. Mudar, por que mudar é saudável.

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